Notícias do dia: Lula e Trump, supermercados estatais e tendências em tecnologia
Lula endurece tom contra Trump em meio a tensões diplomáticas

O cenário político desta quinta-feira é marcado pela postura mais incisiva do presidente Lula em relação a Donald Trump. Após a expulsão de um delegado brasileiro dos Estados Unidos e a resposta imediata de Brasília, que revogou a credencial de um servidor americano, o clima entre os dois países se deteriorou.
Analistas políticos observam que o confronto com Washington pode ser uma estratégia de comunicação do Planalto. A intenção seria associar figuras da oposição, como Flávio Bolsonaro, a uma suposta submissão aos interesses americanos, utilizando a baixa popularidade de Trump como um termômetro político para desgastar seus adversários internos.
Supermercados estatais: a nova aposta de Nova York contra a inflação

Nova York prepara uma mudança drástica no varejo alimentar. O prefeito Zohran Mamdani anunciou um plano para abrir supermercados de propriedade municipal, visando combater a alta de 66% nos preços dos alimentos na última década. O modelo híbrido contará com gestão privada, mas garantirá que itens básicos, como ovos e leite, sejam vendidos a preço de custo.
Embora a iniciativa prometa eliminar desertos alimentares em bairros como o Harlem, a proposta enfrenta críticas. Comerciantes locais temem concorrência desleal subsidiada pelo estado, enquanto cidadãos questionam a prioridade de gastos públicos em um momento de crise habitacional.
Meta monitora funcionários para treinar IA

Em um movimento inusitado, a Meta anunciou que passará a monitorar cliques, movimentos de mouse e toques no teclado de seus funcionários nos Estados Unidos. A coleta de dados tem como objetivo treinar modelos de inteligência artificial autônomos, capazes de executar tarefas digitais complexas.
A medida levanta discussões sobre o futuro do trabalho e a automação, já que os próprios colaboradores estão auxiliando no aprimoramento das ferramentas que podem substituir funções humanas. O investimento massivo da empresa em IA, previsto em US$ 140 bilhões para este ano, ocorre simultaneamente a um período de reestruturação e novas demissões.
Educação superior e o mercado de trabalho brasileiro

O diferencial salarial para quem possui diploma universitário no Brasil está diminuindo. Embora formados ainda ganhem, em média, R$ 4 mil a mais que quem concluiu apenas o ensino médio, o aumento da oferta de graduados e a expansão da informalidade têm pressionado a renda dessa categoria para baixo nos últimos anos.
Dados recentes indicam que o rendimento real médio de quem cursou faculdade caiu de R$ 7.495 em 2012 para R$ 6.619 em 2024, evidenciando uma mudança estrutural na valorização do ensino superior no mercado de trabalho nacional.


