
Acorda, Brasil! Esse brado, que ecoa novamente agora, não é apenas retórica, mas uma convocação urgente para quem se sente confuso diante do cenário político atual. Precisamos falar com todos, do centro à esquerda, pois nosso objetivo soberano é a retomada da consciência cívica. Recentemente, o deputado Nikolas Ferreira foi aclamado como a liderança capaz de ressuscitar o espírito do movimento “Acorda Brasil”, que entre 2014 e 2016 uniu a população contra os desvios do governo da época, resultando no impeachment de Dilma Rousseff e no apoio à Operação Lava Jato.
Contudo, não podemos esquecer a lição fundamental daquela era: o sucesso não veio de políticos profissionais, mas de cidadãos comuns mobilizados organicamente. Movimentos como o MBL, Vem Pra Rua e o próprio Acorda Brasil nasceram da espontaneidade social, sem palanques. É esse espírito que precisamos resgatar. Embora eu faça parte do Partido Liberal (PL), defendo firmemente que a população deve agir para além das amarras partidárias. A dependência de estruturas políticas é limitante; apenas uma força externa ao sistema terá a legitimidade para promover as transformações profundas que o país clama.
A realidade é grave. O que vemos em Brasília hoje é uma “junta” que comanda o país de forma absoluta, servindo a grupos de interesse e ao “deep state”, em total falta de transparência. Vivemos sob o risco de leis tirânicas onde a divergência é punida, refletindo o DNA autoritário de regimes como os da Rússia e Venezuela. Se ainda não atingimos a barbárie total, é apenas por falta de meios, mas o objetivo do atual poder é exatamente esse.
Lideranças como Nikolas e Jair Bolsonaro são essenciais para comunicar a verdade às bases, mas sua missão deve ir além de manter cargos. Eles precisam ser transformadores do Estado, focando na reforma de instituições que hoje estão aparelhadas por uma junta criminosa. O “Acorda Brasil”, que já teve viés classista e foi ressignificado por grupos liberais e conservadores como o meu Avança Brasil, deve ser novamente o combustível para essa revolução institucional. O despertar já recomeçou e, como aconteceu antes, acontecerá novamente.



