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Secretário de SP fala em “prejuízos catastróficos” na educação por causa da pandemia

De acordo com ele, o foco agora deve ser nas habilidades mais essenciais para permitir aos alunos que continuem avançando, como a alfabetização.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda (12) o secretário de Educação De São Paulo, Rossieli Soares, defensor do ensino presencial desde o ano passado, afirmou que os prejuízos da pandemia para o setor foram catastróficos. “Imagine a criança que, em 2019, estava no 3º ano do Ensino Fundamental. Fez um ano normal e, em 2020, foi para o 4º ano. Fizemos os esforços para que ela aprendesse algo e perdesse o mínimo possível, mas ela não conseguiu consolidar e não avançou em todos os conhecimentos. Ela avançou para o 5º ano sabendo menos do que em 2019. E essa avaliação foi feita CPF versus CPF, o que ela sabia versus o que ela sabe pessoalmente”, explicou.

O secretário ainda adicionou que neste período acontece também uma das transições mais importantes da vida escolar, do 5º para o 6º ano. “Já é complexo sem pandemia. Por isso é importante voltar ainda neste 2º semestre.” Um dos impactos da pandemia da Covid-19 que ainda não pode ser mensurado foi quanto à evasão escolar. Para o secretário, isso só será visto, de fato, com a retomada obrigatória — o que deve acontecer no ano que vem. A previsão é de que o atual ano letivo tenha fim na data programada, no fim de dezembro. Mas que, assim como neste ano, o mês de janeiro estará à disposição dos alunos para “recuperar o tempo perdido” com atividades extras e de acolhimento. De acordo com ele, o foco agora deve ser nas habilidades mais essenciais para permitir aos alunos que continuem avançando, como a alfabetização.

Rossieli está confiante com a retomada das aulas presenciais de maneira integral nas escolas, ainda que não obrigatórias. Para ele, o avanço da vacinação contra a Covid-19 para os profissionais da educação e para a população em geral possibilita que, aos poucos, as escolas voltem à normalidade e diz que é hora de tentar recuperar o tempo perdido com ao menos a volta híbrida por enquanto, para minimizar o déficit. Também comenta que em janeiro as escolas estarão abertas para aqueles alunos que tiveram dificuldade de acesso ao ensino remoto.

Com informações da Jovem Pan.

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