Trump Afirma: Putin Pronto para Paz; Zelensky Seria Barreira na Ucrânia
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes que reverberam no cenário geopolítico internacional, ao afirmar que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria preparado para assinar um acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia. Segundo Trump, seria o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky, quem estaria dificultando a concretização de um cessar-fogo, mantendo o conflito ativo e a situação de milhares de pessoas em xeque.
As acusações do líder republicano trazem à tona a complexidade das negociações de paz e as divergências entre as partes envolvidas. Trump enfatizou a necessidade de Zelensky concordar com um eventual plano de paz, sugerindo que a Ucrânia estaria menos propensa a um acordo do que a Rússia. Questionado sobre o principal entrave para a resolução do conflito, o ex-presidente apontou diretamente para Zelensky.
A Posição do Kremlin e as Perdas no Conflito
A postura de Trump encontrou eco no Kremlin. Dmitri Peskov, porta-voz da Rússia, afirmou que a ditadura russa concorda plenamente com a avaliação de que Zelensky seria o impedimento para um acordo. Peskov alertou que a situação se agrava diariamente para o regime de Kiev e que a “janela para a tomada de decisões está se fechando”, intensificando a pressão sobre a Ucrânia em meio a perdas humanas significativas.
Trump também abordou a questão do suporte militar e de inteligência à Ucrânia, indicando que, se houver meios, os Estados Unidos poderiam oferecer ajuda. Ele destacou as impressionantes perdas humanas no conflito, mencionando um número estimado de 30 mil soldados perdidos mensalmente, e insinuou que a Europa deveria assumir uma parcela maior da responsabilidade nesse apoio.
Planos de Paz em Disputa
Em um esforço anterior pela paz, Trump propôs, em novembro, um plano ambicioso de 28 pontos. Entre as cláusulas mais controversas, estava o reconhecimento internacional das regiões ucranianas da Crimeia, Lugansk e Donetsk como territórios russos. Essa condição, se aceita, cederia a Moscou áreas que não foram totalmente conquistadas no campo de batalha, como 70% de Donetsk.
O plano também previa a limitação do tamanho das Forças Armadas da Ucrânia para 600 mil militares, uma redução significativa em relação aos atuais 900 mil, e a inclusão de uma cláusula na Constituição ucraniana de não adesão à OTAN. Em contrapartida, a Ucrânia receberia garantias de segurança contra futuras invasões.
A Contraproposta Ucraniana
A resposta de Kiev não tardou. Na véspera de Natal, após negociações com os Estados Unidos, Zelensky apresentou uma contraproposta de 20 pontos. A Ucrânia mantém sua aspiração de ingressar na OTAN e não reconhece a soberania russa sobre a Crimeia e outros territórios ocupados. A proposta ucraniana inclui opções para congelar a atual linha de frente em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson, ou desmilitarizar a zona de Donetsk ainda controlada pela Ucrânia, sob a proteção de tropas internacionais e mediante aprovação em referendo nacional.
Até o momento, a Rússia não deu uma resposta definitiva à contraproposta, mas já sinalizou que o documento ucraniano se distancia “radicalmente” das discussões prévias com os Estados Unidos, indicando que o caminho para um acordo de paz permanece árduo e repleto de obstáculos.



