Anvisa proíbe venda de suplementos e produtos de medicina chinesa
Rigores sanitários: Anvisa proíbe suplementos sem registro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a proibição imediata da comercialização, distribuição e uso de diversos produtos associados à medicina chinesa e suplementos de berberina que não possuem a devida autorização sanitária. A decisão, publicada recentemente, visa proteger a população contra produtos que não passaram pelos testes de segurança e eficácia exigidos pelos órgãos reguladores.
Por que os produtos foram proibidos?
A determinação atinge itens que eram comercializados sem o registro necessário ou que apresentavam irregularidades em suas formulações. A berberina, frequentemente vendida como um suplemento capaz de auxiliar no controle glicêmico e metabólico, foi alvo central da medida por estar sendo distribuída por empresas sem licença para operar no setor farmacêutico ou alimentício dentro do território nacional.
O monitoramento da agência constatou que muitos desses produtos eram importados ou fabricados de forma precária, sem qualquer garantia de procedência dos insumos ou controle de qualidade. A ausência de registro significa que o consumidor não possui a garantia de que o frasco contém exatamente o que está descrito no rótulo, o que pode representar riscos graves à saúde, como reações alérgicas ou interações medicamentosas perigosas.
Orientações aos consumidores
A orientação técnica é clara: consumidores que possuam esses produtos em casa devem interromper o uso imediatamente. A recomendação reforça que medicamentos e suplementos, mesmo aqueles de origem natural ou tradicional, devem seguir protocolos rígidos antes de chegarem às prateleiras.
É fundamental que a população verifique, antes de realizar qualquer compra online ou em estabelecimentos, se a empresa possui autorização sanitária e se o lote do produto consta no banco de dados oficial da agência. A comercialização de produtos irregulares configura infração sanitária grave, e os estabelecimentos que insistirem na venda estão sujeitos a multas pesadas, interdição e processos criminais.
Para quem busca tratamentos alternativos, a indicação médica profissional continua sendo o único caminho seguro. O uso de substâncias sem o acompanhamento de um especialista, aliado a produtos sem procedência, é um risco que pode comprometer a integridade física a médio e longo prazo. A fiscalização em todo o território nacional será intensificada para garantir que os estoques irregulares sejam retirados de circulação prontamente.



