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Colapso de bancos globais derrete US$459 bi em março

Falência do SVB e turbulências no Credit Suisse levam principais índices do mercado financeiro a queda acentuada

Em março, bancos dos Estados Unidos, Europa e Japão perderam US$459 bilhões em valor de mercado devido ao colapso do Silicon Valley Bank (SVB), do Signature Bank e os temores com o futuro do Credit Suisse, segundo informações do jornal Financial Times. A queda foi a mais acentuada desde o início da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, representando um recuo de 16% no valuation das instituições financeiras.

A bolsa norte-americana KBW Bank teve a queda mais forte, de 18%, enquanto o europeu Stoxx 600 caiu 15% e o japonês Topix recuou 9%. A situação gerou incertezas sobre a disseminação de uma crise no sistema bancário mundial e provocou turbulência no mercado financeiro. A volatilidade prejudicou a confiança de bancos considerados mais sólidos, como o Goldman Sachs, que perdeu US$200 milhões em operações, e títulos do Tesouro norte-americano também caíram no ritmo mais acentuado desde 1987.

Apesar disso, a diretora do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou que o sistema bancário norte-americano é “resiliente” e tem “base sólida, com forte capital e liquidez em todo o sistema”. O comissário de Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, também disse que as falências não apresentavam risco de contágio para o bloco europeu.

O governo dos Estados Unidos agiu para assegurar saques de clientes cujos depósitos estivessem hospedados nos bancos que quebraram, e o presidente Joe Biden disse que iria responsabilizar os culpados pelas falências. O Credit Suisse Group AG, que revelou “fragilidades materiais” em seus balanços financeiros dos últimos 2 anos, tomou um empréstimo de US$54 bilhões do Banco Central da Suíça por meio de uma linha de empréstimo coberta e uma linha de liquidez de curto prazo para contornar a situação.

No Brasil, o mercado de ações também foi afetado pela turbulência internacional, com o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechando em queda na última semana.

No entanto, apesar da queda significativa nos mercados financeiros, autoridades regulatórias internacionais afirmam que o sistema bancário global é resiliente e não apresenta risco de contágio.

No Brasil, o Banco Central também divulgou que o sistema bancário do país é robusto e está preparado para enfrentar qualquer cenário de estresse financeiro.

Os investidores devem continuar atentos às notícias relacionadas ao setor financeiro internacional, especialmente em relação ao Credit Suisse, que ainda pode enfrentar novas turbulências em decorrência das fragilidades encontradas em seus balanços financeiros.

Em momentos de incerteza nos mercados, é importante que os investidores mantenham a calma e avaliem cuidadosamente suas estratégias de investimento. Diversificar a carteira de investimentos, buscar aconselhamento de profissionais especializados e investir em empresas com bons fundamentos podem ser medidas importantes para minimizar os riscos e aproveitar as oportunidades do mercado.

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Samuel Nascimento

Natural de Paraguaçu Paulista, terra de Erasmo Dias, Liana Duval e Nho Pai. Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e cursando Engenharia da Computação; Empreendedor na área de Marketing Digital; Ciclista; Músico Violinista; Organizador do Festival de Música de Paraguaçu Paulista e Spalla da Orquestra Jovem de Paraguaçu Paulista.

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