Política e Economia

Lula Renova Ministérios em Mudanças Contínuas

A mudança contínua é um marco característico do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. Desde o início do governo, o presidente promoveu substituições em áreas sensíveis da administração, muitas vezes após episódios negativos de forte repercussão pública. Além disso, ajustes políticos, como negociações com partidos do Centrão, também influenciaram essas mudanças.

Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, o número de trocas ministeriais aumentou para 15, um registro inédito em um governo que já vinha sendo marcado por instabilidade e ajustes constantes. A exoneração de Lewandowski, que se alegou motivada por razões pessoais, ocorreu sob pressão por insucessos na segurança pública e pelo caso do Banco Master, ao qual ele prestou consultoria.

Essa perpétua troca de ministros não é um fenômeno isolado. Outras substituições notáveis incluem:

– Daniela Carneiro por Celso Sabino no Ministério do Turismo;
– Ana Moser por André Fufuca no Ministério do Esporte;
– Flávio Dino por Ricardo Lewandowski na Justiça;
– Silvio Almeida por Macaé Evaristo nos Direitos Humanos;
– Nísia Trindade por Alexandre Padilha na Saúde;
– Carlos Lupi por Wolney Queiroz na Previdência;
– Cida Gonçalves por Márcia Lopes no Ministério das Mulheres;
– Paulo Pimenta para Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação;
– Márcio Macêdo por Guilherme Boulos na Secretaria-Geral;
– Alexandre Padilha por Gleisi Hoffmann nas Relações Institucionais, e
– Márcio França por Silvio Costa Filho, no Ministério de Portos e Aeroportos.

Com o avanço do calendário eleitoral, a expectativa é que ocorram mais 19 substituições até abril, devido à desincompatibilização dos ministros que pretendem disputar cargos nas eleições. A próxima mudança esperada é a do ministro Fernando Haddad (PT), na Fazenda.

Essas mudanças demonstram que a gestão política do governo é centralizada nas trocas ministeriais e tentativas de recomposição de forças no Congresso Nacional. A administração federal tem 38 ministros, incluindo titulares de 31 ministérios e secretarias com status de ministério. Isso é o maior número de ministros desde o governo de Dilma Rousseff, com 39 pastas.

O presidente nomeou o secretário-executivo da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto, como interino para o Ministério da Justiça após a saída de Lewandowski. Enquanto isso, o Palácio do Planalto discute a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e recriar o da Segurança Pública. Vários nomes são cotados para ocupar a vaga, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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