Trump Anuncia Acordo com Putin para Trégua na Ucrânia: Detalhes e Desafios
Em um desenvolvimento que ecoa as tensões geopolíticas globais, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter assegurado um compromisso do líder russo Vladimir Putin para suspender os ataques à Ucrânia por um período de uma semana. A alegação, feita recentemente, destaca uma suposta pausa nos bombardeios em Kiev e outras cidades ucranianas, um movimento que, se confirmado, traria um breve alívio à população castigada pelo conflito.
Trump justificou seu pedido citando o “frio extraordinário” que assola a região, em um período em que a Rússia tem intensificado os bombardeios contra a infraestrutura energética da Ucrânia, mergulhada no inverno do Hemisfério Norte. O ex-presidente classificou a conversa como “muito boa”, contrastando com o ceticismo de muitos sobre a possibilidade de tal trégua. Até o momento, o Kremlin mantém silêncio sobre o suposto acordo, o que adiciona uma camada de incerteza à declaração.
Não é a primeira vez que um suposto entendimento entre os dois líderes é anunciado. Em março do ano anterior, uma trégua de 30 dias nos ataques à infraestrutura de energia ucraniana, também articulada por Trump, foi desconsiderada por Putin, com a ofensiva russa prosseguindo inabalável nas semanas subsequentes. Esse precedente histórico levanta questões sobre a durabilidade e a confiabilidade do mais recente compromisso divulgado.
Contexto Diplomático: Propostas de Paz
A busca por uma solução para o conflito já havia motivado Trump a apresentar, em novembro, um plano de paz abrangente, com 28 pontos. Entre as cláusulas mais polêmicas, destacava-se o reconhecimento internacional das regiões ucranianas da Crimeia, de Lugansk e Donetsk como territórios russos. Essa medida consolidaria para Moscou o controle de áreas que ainda não foram totalmente dominadas no campo de batalha, especialmente em Donetsk, onde a Rússia ocupa aproximadamente 70% do território.
Outras condições propostas incluíam a limitação das Forças Armadas ucranianas a 600 mil militares, uma redução significativa em relação aos atuais 900 mil, e a inclusão de uma cláusula constitucional que impediria a adesão da Ucrânia à OTAN. Em contrapartida, garantias de segurança seriam oferecidas ao país contra futuras invasões, visando proteger a Ucrânia de agressões futuras.
A Contraproposta Ucraniana
Na véspera de Natal, após intensas negociações com os Estados Unidos, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky respondeu com sua própria contraproposta, composta por 20 pontos. A Ucrânia mantém sua recusa em abrir mão da futura adesão à OTAN e não reconhece a soberania russa sobre a Crimeia e outros territórios ocupados, um posicionamento firme em defesa de sua integridade territorial.
As alternativas de Zelensky incluem o congelamento da atual linha de frente nas regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson, ou a desmilitarização da área de Donetsk ainda sob controle ucraniano, que seria protegida por tropas internacionais após aprovação em referendo nacional, oferecendo vias distintas para a pacificação da região.
Este cenário complexo prepara o terreno para a segunda rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, agendada para o próximo domingo em Abu Dhabi. A expectativa é que as propostas de paz, tanto a de Trump quanto a de Zelensky, sejam o cerne dos debates, em um esforço contínuo para desescalar o conflito e buscar um caminho duradouro para a paz.



