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A Pandemia das DSTs

Mais de um milhão de novos casos de quatro doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são contraídos todos os dias.

A pandemia causada pelo novo coronavírus deixou doenças importantes de lado, por parte da população mundial, como as chamadas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Mais de um milhão de novos casos de quatro doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são contraídos todos os dias, segundo dados divulgados em fevereiro deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de quatro enfermidades: clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis. Em média, uma em cada 25 pessoas no mundo tem, pelo menos, uma dessas DSTs.

“Essas infecções indicam que as pessoas estão correndo riscos com sua saúde, sexualidade e saúde reprodutiva”, disse Melanie Taylor, autora principal do relatório e epidemiologista médica do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realizou duas pesquisas para avaliar os impactos da pandemia na saúde dos adultos e adolescentes, com o objetivo de conscientizar a população sobre prevenção e prejuízos que causam as doenças.

Infelizmente, a minoria mostrou ter consciência sobre as doenças e o real risco que correm caso mantenham relações sexuais desprotegidas. A pesquisa on-line contou com 479 respondentes, sendo 78% homens e 22% mulheres, de 22 estados brasileiros.

Já a segunda pesquisa mostrou que dos adolescentes entre 12 a 18 anos ouvidos, 15% já tiveram uma iniciação sexual, sendo que 44% não usaram preservativo na primeira relação sexual e 35% não usam ou usam raramente o preservativo nas relações sexuais. Além disso, 38,57% dos meninos revelaram não saber sequer colocar o preservativo.

Para os jovens, sexo ainda é um tabu, pois 41,67% deles afirmaram não conversar com ninguém sobre sexo, sendo a família e a escola pouco acessadas para a busca de informações, o que os torna mais vulneráveis a conteúdos falsos ou sem qualidade na internet. Os dados se referem a 267 participantes, sendo 170 meninos e 87 meninas de 12 estados brasileiros, estudantes de escolas públicas e privadas.

Segundo o presidente da SBU, professor Antonio Carlos Pompeo, a melhor forma de prevenção é através do diálogo e disseminação de informações de qualidade. “A sexualidade não deve ser encarada como um tabu para podermos discutir com os jovens e os adultos sobre potenciais riscos, consequências da relação sexual desprotegida, bem como as melhores formas de prevenção às DSTs”, afirma.

Educação sexual em casa e nas escolas

“As infecções sexualmente transmissíveis estão por toda parte, são mais comuns do que pensamos, mas as DSTs não recebem atenção suficiente”, disse Teodora Wi, médica responsável por DSTs no departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS.

Ela sugere que todos os setores devem se unir para combater essas infecções, por exemplo, encorajando mais educação sexual de pais e professores, formuladores de políticas que apoiam os serviços de DST e pesquisadores que trabalham para desenvolver melhores maneiras de prevenir, diagnosticar, tratar e rastrear as DSTs.

Com informações da PEBMED.

 

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